Treinamento Certified ScrumMaster na Caelum

Por Guilherme Silveira em 20/08/08

FJ-16 Laboratório Swing Não é de hoje que nós, da Caelum, temos declarado o nosso comprometimento com Scrum. No começo de 2007 lançamos o primeiro treinamento de Scrum totalmente nacional, e este se mostrou um sucesso absoluto. Também em 2007 a Caelum adotou Scrum em seus projetos internos e externos, e começou a oferecer serviços de Scrum para seus clientes.

Na última semana tivemos a grata surpresa de receber a notícia da aprovação do Alexandre Magno, responsável pela unidade de Scrum da Caelum, no processo de Certified Scrum Trainer da Scrum Alliance. Ele é o primeiro e único brasileiro a possuir esse título. Com isso, a Caelum estará oferecendo os treinamentos Certified ScrumMaster para todo Brasil e América Latina. Isto é um grande passo para a comunidade brasileira!

Certified ScrumMaster

O treinamento Certified ScrumMaster é, sem dúvida, um treinamento de alta qualidade. Seu conteúdo programático é definido pela Scrum Alliance, e seu material é totalmente em português, elaborado de acordo com a realidade de nossas empresas e mercado. O Alexandre elaborou grandes novidades para este treinamento, como a visualização completa de um projeto real que utilizou Scrum, com a apresentação de todos seus artefatos (Documento de Visão, Product Backlog, Sprint Backlog, Plano de Releases, Impediments Backlog, Burndowns, etc), cerimônias, depoimentos, ou seja, um histórico completo deste projeto, que será de grande valia para os alunos que irão implantar Scrum em sua empresa. Além disso, neste treinamento será apresentando o Scrumland Game, uma versão mais extensa, completa, detalhada e divertida do consagrado Scrum 59 Game… é Scrum realmente na prática! Tópicos mais específicos como: Scrum of Scrums e Scrum em ambientes solo e offshore também são abordados.

Bom, o treinamento Certified ScrumMaster está na estrada, e já possui um extenso calendário cobrindo grande parte do território nacional.

Novidades do EJB 3.1 do futuro Java EE 6

Por Nico Steppat em 24/03/08

A especificação EJB 3.0 já está no mercado há quase 2 anos e simplificou bastante o desenvolvimento. O uso de anotações (XML opcional) e POJOs/POJIs são as características principais. EJB 3.0 faz parte da Java EE 5.

Ainda esse ano deve sair o Java EE 6 e, com ele, também uma atualização da especificação do EJB. Vamos ver quais são as novidades/melhorias propostas atualmente no rascunho do EJB 3.1:


Facilidades no desenvolvimento

1) Interfaces locais são opcionais.

Um session bean local pode ficar simples assim:


@Stateless
public class PedidoDAO {

  public void cadastra(Pedido pedido) {
    //código para cadastrar um pedido
  }
}

Não precisa mais da interface e da anotação @Local.

2) EJB’s dentro do war

Será possivel colocar um EJB3 num war, facilitando o packaging. Não é preciso criar um jar e ear separado, tudo pode ser dentro de um unico war. As classes ficam na pasta WEB-INF/classes, e se for usado um ejb-jar.xml, se encontra na pasta WEB-INF.


Novidades

1) Singleton Beans

A ideia é que você pode criar session beans que só existem uma única vez na sua aplicação. Assim é possível criar objetos como o ServletContext na aplicação web. Por exemplo:


@Singleton @ReadOnly
public class ApplicationContextBean implements ApplicationContext {

  @PostConstruct
  public void init() {
    //initializa o contexto da aplicação
  }

  //métodos, por exemplo getAttribute(String chave)
}

Repare a anotação @ReadOnly, declarando o EJB imutável. Também vai existir uma anotação @ReadWrite para singletons beans que podem ser alterados.

O método init() será executado quando o container inicializa a aplicação. Singleton components também serão EJBs e podem ser injetados, o que é uma grande vantagem em relação a ter de ficar preso ao método estático de lookup de um singleton, e uma boa prática de inversão de controle.

2) EJB Timer

Terá uma nova anotação @Schedule referente ao EJB timer para facilitar o agendamento. Por exemplo:



@Schedule(hour=”13”, dayOfMonth=”1”)
public void geraRelatorio() {/* …. */}

executa cada primeiro dia no mes as 13 horas. É um modelo bem superior aos atuais timers do EJB, porém ainda não tão completo quanto aos frameworks open source existentes, como o Quartz.

3) Chamadas assíncronas

Parecidos com Web Services, métodos num session beans também podem ser chamados assincronamente. Para isto serve a anotação @Asynchronous:


@Stateless @Remote(PedidoFacade.class)
public class PedidoFacadeBean implements PedidoFacade{

  @Asynchronous
  public void cadastra(Pedido pedido) {
    //código para cadastrar um pedido
  }

  @Asynchronous
  public Future autoriza(Pedido pedido) {
    //autoriza demora …..
  }
}

O segundo método devolve um object do tipo java.util.concurrent.Future que fornece métodos para verificar se o resultado já chegou.

O lançamento da versão 3.1, que teoricamente ocorrerá até o fim deste ano, deve acelerar ainda mais a adoção da plataforma Java EE 5/6 em relação ao uso das versões antigas J2EE.

Metodologias ágeis, XP, Scrum, podcasts

Por Sérgio Lopes em 08/08/07

A Caelum ultimamente tem se voltado bastante para metodologias ágeis com XP e Scrum. Começamos a usar XP nos nossos projetos internos, como contamos antes. E temos agora um novo treinamento de Scrum com Alexandre Magno.

Seguindo essa tendência, essa semana saiu um podcast em que o Guilherme Silveira falou para a ImproveIT sobre as experiências da Caelum com XP, passando vários detalhes de como implementamos essa metodologia nos projetos da empresa. Clique aqui para ouvir o podcast direto na ImproveIT.

Além disso, o Alexandre Magno, instrutor do treinamento de Scrum na Caelum, também já havia participado de um podcast na ImproveIT sobre Scrum e FDD. Clique aqui para acessar o podcast do Alexandre.

E, falando em Scrum, semana passada foi ministrado o primeiro treinamento de Scrum aqui na Caelum com o Alexandre. Eu, Sérgio Lopes, participei do curso, junto com vários outros alunos. Foi excelente, bastante produtivo e interessante. Já estamos inclusive com outra turma agendada para o mês que vem.

Falando em Java: Introdução ao JavaFX

Por Sérgio Lopes em 18/07/07

Atualização: Segunda parte do artigo de JavaFX aqui.

No último Falando em Java apresentei uma palestra sobre JavaFX, apresentando a tecnologia e especulando sobre o futuro desse mercado.

O JavaFX foi apresentado[1] pela Sun no último JavaOne em maio desse ano como uma nova estratégia da empresa para levar o Java ao desenvolvimento fácil de interfaces ricas com o usuário. Dois produtos foram anunciados e novidades foram prometidas para breve. Hoje o que temos é o JavaFX Mobile e o JavaFX Script.

O JavaFX Mobile é um novo sistema operacional baseado no kernel do Linux e com uma JVM portátil que pretende levar o Java ao novo mercado dos “smartphones” a la iPhone. Seria voltado ao desenvolvimento fácil de aplicativos bonitos e usáveis em ambiente móvel.

Já o JavaFX Script é uma nova linguagem de programação pensada para o desenvolvimento de interfaces Swing/AWT/Java2D de forma mais fácil do que hoje. A idéia da Sun é atacar o mercado Desktop, onde o Java tem ganho certo mercado ultimamente, mas também atacar o Adobe Flex e o MS Silverlight no mercado de Rich Internet Applications, as RIAs.

Hoje o mercado de aplicativos ricos embutidos no navegador é dominado pelo Adobe Flash (diretamente ou através do Flex, por exemplo). Os Applets foram a primeira tentativa da Sun de atacar esse mercado lá no começo da década de 90 mas o Java não vingou nesse mercado; o JavaFX hoje é a tentativa de retomá-lo. Isso ao mesmo tempo que a Microsoft entra com o Silverlight e onde JavaScript/AJAX consegue fazer já boa parte do que essas tecnologias se propõe a fazer.

Alguns problemas frequentemente apontados para o fracasso dos Applets:

  • Difícil de desenvolver: programação “pura” em Swing é chato e improdutivo
  • Falta de boas ferramentas para desenvolvimento visual: o Flash só é o que é hoje porque atacou o mercado dos designers e desenhistas antes de se preocupar com os programadores
  • Java é feio?
  • Java é lento? E ninguém tem Java instalado na máquina?
  • Todas essas questões já estão sendo vislumbradas pela Sun. O Java hoje não é lento (era, uma década atrás) e estima-se que 91% dos PCs possuam Java instalado. Mas ainda temos problemas: o tempo de Startup da JVM ainda é alto (em grande parte devido às operações de I/O para subir a VM) e o download é grande. Ambas as questões devem ser solucionadas com a chamada Consumer JRE[2], uma JRE modular onde se baixa apenas os componentes necessários para rodar as aplicações normais e módulos extra são baixados automaticamente sob demanda.

    As questões da dificuldade de desenvolvimento e falta de boas ferramentas são justamente o foco do JavaFX.

    O JavaFX Script é uma linguagem de script declarativa e orientada a objetos, com sintaxe simplificada para desenvolvimento de GUIs. É bem diferente do Java tradicional mas já possui plugins para Eclipse e Netbeans para facilitar o desenvolvimento.

    Veja uma comparação entre um Hello World em Swing e em JavaFX:

    // em Swing
    public class HelloSwing {
    	public static void main(String[] args) {
    		JFrame frame = new JFrame("Meu programa em Swing");
    		JLabel label = new JLabel("Olá Mundo");
    		Dimension d = new Dimension(300, 50);
    		frame.setSize(d);
    		frame.add(label);
    		frame.setVisible(true);
    	}
    }
    
    // em JavaFX
    Frame {
    	title: "Meu programa em javafx"
    	width: 200
    	height: 50
    	visible: true
    	content: Label {
    		text: "Olá mundo"
    	}
    }
    

    Note a semelhança com linguagens de marcação como XML, onde a forma declarativa e aninhada de se agrupar os componentes facilita o desenvolvimento e a leitura do programa.

    Você pode executar esse exemplo através do Java Web Start, clicando aqui.

    Na palestra, desenvolvi um pedaço de uma loja virtual com efeitos 3D e animações. Usamos nesse exemplo recursos avançados do JavaFX como binding de componentes para classes de modelo, buscas otimizadas em arrays, triggers para eventos em variáveis, Java2D, animações e outros. No próximo artigo trato desses assuntos com mais detalhes, mostro como configurar o ambiente de desenvolvimento, bem como outras coisas como concorrência de Threads, integração com o Java e conectividade.

    Você pode executar o demo clicando aqui.

    Os exemplos são apresentados em Java Web Start em formato jar. O ambiente de execução do JavaFX é distribuído junto e possui 2MB; nas futuras versões do JRE, o JavaFX deverá vir embutido, diminuindo consideravelmente o tamanho do download.

    Para ver os fontes, basta descompactar o jar e ver os arquivos .fx. O código fonte é de propriedade da Caelum, exceto o componente DisplayShelf desenvolvido por Chris Oliver e liberado no Site dele. [5]

    Até o próximo artigo!

    Atualização: Segunda parte do artigo de JavaFX aqui


    Algumas referências:

    [1] Apresentação do Chris Oliver sobre o JavaFX/F3 no JavaOne

    [2] Palestra apresentada no JavaOne sobre o mercado Desktop Java e a Consumer JRE

    [3] Tutorial para iniciantes em JavaFX

    [4] Especificação da linguagem JavaFX Script

    [5] Blog do Chris Oliver, desenvolvedor do JavaFX

    [6] Projeto OpenJFX com a implementação do JavaFX e muito material

    XP, encontros e fotos

    Por Paulo Silveira em 25/05/07

    Desde terça feira passada temos coaching de Extreme Programming com a Mariana Bravo. É uma experiência muito rica e produtiva, em especial em relação ao planejamento e comunicação com o usuário.


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    Nas fotos tem Sérgio Lopes, Fábio Kung, Nico Steppat, Guilherme Silveira e eu, além da Mariana Bravo e do Guilherme Moreira que estava tirando a foto. É incrível as descobertas no meio do projeto: os cartões mal descritos que começam a ser implementados rapidamente sofrem alterações, e muitas vezes descobrimos que não era bem aquilo que o cliente queria.


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    E nessa quarta feira a noite nos encontramos com boa parte do grupo de XP da USP, da agilcoop: Alexandre Freire, Danilo Sato, Dairton Bassi e Julian Monteiro, além da Mariana Bravo. Dessa vez tivemos também a ilustre visita do Carlos Villela, do escritório de Londres da ThoughtWorks, que veio de férias, e fomos todos jantar. Desse grupo todo, apenas eu e o Guilherme não temos MacBooks: estamos fora de moda :).


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    Danilo, Dairton, Villela, Alex e Fábio a esquerda, Guilherme, eu, Mariana e Julian a direita.

    Conversamos de diversos assuntos, desde os problemas enfrentados em grandes projetos com XP, até sobre como o google vai comer a si mesmo. Mais tarde o Carlos Villela me mandou um link interessante, mostrando as diferenças de se trabalhar em uma grande empresa como o Google e uma pequena como a Meetup! Esses encontros são sempre muito produtivos, e agrega mais valor que ler as últimas notícias dos diversos RSSs por quais passamos todos os dias. Esperamos ter mais dessas visitas na Caelum!