Entendendo o usuário com proto-persona

Muitas vezes, no andamento dos nossos projetos, ficamos muito focados em cumprir prazos e metas. Tão focados que acabamos esquecendo para quem estamos desenvolvendo o site ou aplicação: o usuário. Em primeira instância, pegar o perfil de usuário qualquer pode parecer a solução ideal, afinal, ele é um de muitos, e talvez represente boa parte desses ‘muitos’. O problema é que ele pode não representar a maioria dos seus usuários.

E para compilar tanta informação perdida a respeito das necessidades, dos costumes e até da personalidade do nosso público-alvo, existe uma ferramenta que supre isso, as personas. Elas são basicamente um personagem fictício criado para representar os diferentes perfis de usuários que temos, para que nos ajude a guiar as decisões do projeto construindo um produto muito mais direcionado para nosso público. Mas não focarei nelas, hoje.

exemplo de persona

Proto-personas, ao resgate

O “chato” das personas são os custos. Para montar uma persona tradicional, as informações devem ser retiradas de pesquisas efetivas sobre os usuários da empresa e/ou do projeto. Mas como toda empresa conhece pelo menos um pouco dos seus usuários, possuem algum tipo de informação relevante sobre eles, mesmo que não validadas de alguma forma, há a possibilidade de se criar uma variante mais simples da persona, a proto-persona. Enxergue-a como uma solução de contorno para a persona comum, ou seja, é aconselhável que não seja algo definitivo e que suas informações sejam validadas com usuários reais posteriormente.

Contudo, é melhor uma proto persona na mão, do que duas personas voando.

Legal, e como fazer?

É interessante que a proto-persona possua as seguintes informações:

  • Quem é esse usuário e como ele é (personalidade)
  • Alguns comportamentos
  • Informações demográficas como idade e profissão
  • E o ponto chave: suas necessidades e/ou objetivos

Você pode montar o layout da sua proto-persona da maneira que achar mais bacana.
Um template bastante usado é onde as informações são separadas em quatro quadrantes, como no exemplo abaixo:

Tanto as personas tradicionais quanto as proto-personas ajudam a nortear o time na maioria das decisões que envolvem o projeto.
A proto-persona é interessante para começar a introduzir essa cultura de DCU (Design Centrado no Usuário) na sua empresa, por ser algo mais simples de ser desenvolvido. Explicamos ela na prática no Curso UX e Usabilidade aplicados em Mobile e Web aqui na Caelum.

Atualmente como vocês fazem na empresa de vocês?
Há personas ou proto-personas criadas?

 

 

 

 

 

 

9 Comentários

  1. Samuel 16/02/2016 at 08:29 #

    Po… Muito bom, Natan!

    Bem simples, bem direto. Show de bola!

  2. Cleiton Rodrigues 16/02/2016 at 10:37 #

    Muito interessante. Não sou da área de UX e nunca tinha lido nada a respeito tampouco conhecia o termo mas realmente é bastante relevante na construção do design de um projeto.
    Parabéns, abs!

  3. Natan Souza 16/02/2016 at 11:31 #

    Valeu pelo comentário, Cleiton! 🙂

    Acho bacana quando estou dando aula de UX para programadores e eles me dizem que saem do curso com a cabeça um pouco mais aberta.

  4. Natan Souza 16/02/2016 at 11:31 #

    Valeu, Samuel!

  5. Renato Nakayama 08/03/2016 at 12:26 #

    Parabéns pelo artigo Natan!
    Mais importante que saber o que sabe é ficar sabendo do que não se sabe.
    Assim temos conhecimento por onde começar a estudar um tema desconhecido.

    O artigo da uma explicação abrangente, porém com insights que norteiam.

    Abraço!

  6. giulliano morroni 15/03/2016 at 10:31 #

    depois q definimos as personas em nosso produto acabaram as discussões do tipi…”o usuário nunca vai fazer isso, eu falo baseado em mim”

    quando se tem um time de 10 pessoas e todos querem se por como o usuário nunca sai nada de bom

    agora com uma única persona temos em quem focar…excelente insight

  7. Luciana Machado 19/12/2016 at 20:52 #

    Muitos apps contêm falhas significativas na engenharia, por não entender como o usuário se comporta ao interagir com uma aplicação mobile, ou mesmo um site. Parabéns pela abordagem!

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