Caelum | Ensino e Inovação - Cursos de Java, Scrum, Ruby on Rails


HTML, CSS, Javascript e UX na nova formação da Caelum

Por Anderson Leite em 29/01/10

A nova formação da Caelum tem o objetivo de aprofundar os conhecimentos numa área em constante crescimento. A formação tem a parceria da Locaweb e é composta dos cursos WD-41 | Design de Interação, Experiência do Usuário e Usabilidade e WD-43 | Desenvolvimento Web com HTML, CSS e JavaScript.

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User Experience

Ao navegar na web, sacar dinheiro de um caixa eletrônico ou mesmo usar um celular, nos deparamos com sistemas diferentes, escritos em Java, Ruby ou C#, porém nossa satisfação não é definida pela linguagem utilizada, e sim pela qualidade e facilidade em interagir com o produto: nossa experiência como usuário.

Ao estudo dessa interação usuário-produto dá-se o nome User Experience, muito conhecido como UX, e em português traduzido como Experiência do Usuário.

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Pode-se definir User Experience como a satisfação e qualidade em interagir com a interface de um serviço, produto ou sistema. Muitos consideram a Experiência do Usuário como um dos principais fatores no sucesso ou fracasso de um software. O quanto seu software é focado na necessidade do usuário? Com que velocidade ele atende aos clientes? Quais as dificuldades para finalizar uma compra? Quanto mais simples de usar, menor é a necessidade de suporte e maior a viabilidade financeira do projeto. Podemos citar exemplos clássicos, como o GMail, que revolucionou a forma de utilizar email online, além do iPod com sua interface simples e objetiva.

Design de Interação

Um dos papéis que existem no processo de desenvolvimento da Experiência do Usuário é o de Designer de Interação. Existem diversas funcionalidades implementadas em um sistema que muitas vezes os usuários finais desconhecem ou tem pouco interesse, sendo que elas poderiam facilitar tarefas e otimizar tempo. O Designer de Interação se preocupa com as relações humanas de um software.

Autores e profissionais se referem ao Design de Interação como iD ou IxD (Interaction Design), existindo já uma associação oficial, a IxDA. No Brasil há um conhecido blog da Locaweb focado em Experiência do Usuário.

Designer de Interação x Arquiteto de Informação

Nos projetos web os dois papéis são parecidos, porém com diferentes focos. O Arquiteto de Informação se preocupa mais com o armazenamento e distribuição da informação, enquanto o Designer de Interação tem a responsabilidade de definir como essa informação será manipulada e transformada.
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É comum em equipes grandes o Designer de Interação ser responsável por criar wireframes enquanto o Arquiteto de Informação cria a estrutura e faz o planejamento geral.

Existe um instituto sobre Arquitetura de Informação e no ano passado o Brasil sediou o Interaction South-America 09.

Programador de Interfaces

E quem realmente escreve o código das interfaces web depois de planejadas? Nessa etapa entra o profissional com conhecimentos aprofundados de HTML, CSS, Javascript, que têm ganhado muita atenção nos últimos anos, em especial o Javascript, sendo reconhecido como uma linguagem extremamente poderosa e divertida. Esse profissional é focado em transformar o trabalho planejado pelos profissionais acima em realidade. Ter o domínio dos melhores padrões, layouts e conhecimento dos diversos navegadores existentes para converter o projeto em realidade são algumas das funções do Programador de Interface, também chamado de Web Designer.
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O sucesso de um projeto dependente muito de atender e se possível superar as expectativas dos usuários, fazer com que a interação deles com o sistema seja tão satisfatória a ponto de atingir completamente os objetivos do sistema.

Confira o conteúdo dos treinamentos WD-41 | Design de Interação, Experiência do Usuário e Usabilidade e WD-43 | Desenvolvimento Web com HTML, CSS e JavaScript.

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Effective Java: segunda edição

Por Paulo Silveira em 25/07/08

Effective Java Como sabemos, a segunda edição do Effective Java foi publicada. O autor é Joshua Bloch, um dos principais responsáveis pelo generics do Java, e atualmente chief java architect no Google. Esse livro é dividido em 78 itens, cada um com cerca de 3 páginas, atacando um ponto específico do java e orientação a objetos, explicando uma boa ou má prática. Simplesmente incrível, durante a leitura você sempre reconhece muita coisa que já aprendeu durante sua experiência de desenvolvimento.

Essa nova edição está estendida e revista, para cobrir as grandes mudanças do Java 5. Esse, juntamente com outros dois livros (e atualmente incluiríamos também o The Mythical Man-month), são de extrema importância para todo desenvolvedor na nossa opinião.

O Fernando Boaglio tem um resumo em seu blog, sobre todos os itens dessa nova versão. A Vanessa Sabino publicou anos atrás um resumo completo sobre a primeira edição, que você pode conferir na coluna da direita do seu blog.

O Fernando também postou no GUJ um link para uma excelente entrevista do Joshua Bloch, onde ele tenta resumir as más práticas, o java inefetivo: otimização prematura, e escrever o próprio código quando bibliotecas boas já existem. Além disso, Joshua Bloch é categório sobre a grande importância dos testes unitários: “Unit testing is key. And writing your tests first is a great thing.

Lendo essa nova edição e relembrando muito da edição anterior, escolhi aqui quatro itens que considero vitais, e vou falar sucintamente sobre cada um deles. Curiosamente todos os selecionados aqui já existiam na edição anterior, e estão mais relacionados a design que a idiomismos da linguagem, mas isso não tira a importância dos outros aqui não citados. Esses itens são muito debatidos no capítulo de Tópicos em Orientação a Objetos no nosso trienamento de Design e Arquitetura de projetos Java. Vamos a eles:

Item 15: Minimize mutabilidade

Classes imutáveis possuem uma série de vantagens: fáceis de manter, não possuem efeitos colaterais e acima de tudo são thread safe. Uma classe deve ser imutável a não ser que você tenha muito bons motivos para isso. Mesmo se não for possível tornar sua classe imutável, minimize a quantidade de métodos que alteram o estado do objeto. Um objeto previsível é muito mais simples de manter. Joshua Bloch cita String, BigInteger e diz que java.util.Date e java.awt.Point deveriam ter sido criadas imutáveis! Muitas APIs novas abusam da imutabilidade, como a Joda Time, classes wrapper, Money and Time do Eric Evans, etc. Aliás, é com o slogan da imutabilidade que linguagens como clojure e erlang tem chamado tanta atenção. Leia também essa citação no blog do Renato Lucindo.

Item 16: Favoreça composição em vez de herança

Esse é um tópico que já foi discutido anteriormente nesse post. O fato é o seguinte: é muito fácil usar herança de maneira errada, como é o caso de Stack extends Vector e Properties extends Hashtable. Mesmo quando usada corretamente, herança pode causar efeitos colaterais com muita facilidade, sendo que utilizar interfaces e composição pode substitui-la por completo, com o pequeno acréscimo de algumas linhas de delegação. Esse item também é citado no livro Design Patterns como um dos dois princípios básicos do bom design orientado a objetos.

Item 47: Conheça e use as bibliotecas!

Você conhece a ArrayDeque do java 6? Sabia que a java.util.Scanner pode ler facilmente arquivos com formatos caseiros, e já trazer para você doubles, Strings e até mesmo BigDecimals? Que JAXB e JAXWS podem agora ser usados apenas com Java SE? Sabia que a Collections possui hoje métodos para calcular a frequência de um elemento e inverter a ordem de um Comparator?. Conhecer bem a biblioteca padrão do Java pode te salvar de escrever muito código já existente, testado e de qualidade. java.io, java.lang e java.util são APIs que funcionam como base para todo desenvolvedor e merecem um estudo aprofundado.

Item 52: Refira a objetos pelas suas interfaces
Sem dúvida uma boa prática mais que necessária. Através dela conseguimos diminuir muito o acoplamento entre classes, deixando apenas uma fina camada entre elas: as interfaces. Sempre usar InputStream em vez de se acoplar em FileInputStream, sempre usar List em vez de se acoplar a ArrayList. Muitas vezes podemos ir mais longe, nesse último caso Collection pode ser o suficiente, ou até mesmo Iterable! Algumas pessoas levam isso tão a sério que nunca criam uma única classe concreta que não implemente uma interface. Esse item também é citado no livro Design Patterns, e é o outro princípio básico do bom design orientado a objetos desta forma: “Programe voltado a interface, e não a implementação“.

Ainda existem itens fundamentais sobre Enums, Exceptions, Concorrência e Generics. Esse livro é realmente importante na sua cabeceira. Boa leitura!

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